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Penso que nasci junto das videiras, e daí que tenha sonhado construir a minha própria vinha e dela a pensar em vinhos por ela criados. Brancos, tintos, quiçá rosés… Desde pequena, com os meus irmãos, acompanhávamos o nosso pai num barulhento, mas funcional “jeep” pelas suas digressões de consultoria de vinhas no Douro. Um pouco mais tarde passei a colaborar, viajando no mesmo “jeep” nos ensaios de castas e seu comportamento. Depois de concluído o curso em enologia, parti com o meu marido, também enólogo, para os vinhedos de Mendoza na Argentina, durante 8 anos, onde exerci a minha profissão, primeiro na adega Pauli Hobes, enólogo Californiano, e mais tarde em consultadoria na equipa do enólogo bordalês Michel Rolland. De regresso, havia necessidade de concretizar o meu sonho de infância. Uma pequena quinta no Douro me surgiu e pela qual me apaixonei. Com ela pude recrear uma nova vinha, em moldes tradicionais, recuperando velhos calços suportados por muros pré-filoxéricos com alta densidade de plantação (7 700 plantas /hectare), preservando assim a história e a identidade do Douro vinhateiro. Castas da região, escolhidas conforme as exposições. Brancas na encosta a Nascente e tintas a Poente, tirando assim melhor partido de cada “Terroir”.

 

Produtora/ Enologa: Mafalda Magalhães